Resenha tripla de Cidade das Cinzas–Cassandra Clare @galerarecord

Título: Cidade das Cinzas
Subtítulo: Os instrumentos mortais – Vol. 02
Edição: 01
Autor: Cassandra Clare
ISBN: 978-85- 01- 08715- 7
Editora: Galera Record
Ano: 2011
Páginas: 406

 

 

Sinopse:

Clary Fray desejava apenas que sua vida voltasse a ser normal. Mas o que é normal quando você é um assassino Caçador de Sombras, sua mãe encontra-se em um coma mágico induzido, e você pode de repente ver seres do submundo como lobisomens, vampiros, e fadas?

Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, significaria mais tempo com seu melhor amigo, Simon, que está se transformando mais do que um amigo. Mas o mundo dos Caçadores de Sombras não está pronto para deixa-lá ir… especialmente seu considerável, enfurecido, irmão, Jace. E a única possibilidade de Clary ajudar a sua mãe é seguir o Caçador de Sombras Valentim, que é provavelmente insano, certamente malvado … e também seu pai.

Para complicar assuntos, alguém na cidade de Nova Iorque está assassinando crianças do Submundo. É Valentim atrás das matanças?? E, se for, o que está tentando fazer? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada-Alma, é roubada, o assustador Inquisidor chega para investigar. Como pode Clary parar Valentim se Jace está disposto a trair tudo que acredita para ajudar a seu pai?

Nesta sequencia, de tirar o fôlego, de Cidade dos Ossos, Cassandra Clare atrai os seus leitores de volta ao escuro Submundo da cidade de Nova Iorque, onde o amor nunca é seguro e o poder se transforma na mais mortal das tentações.

Resenha:

Para quem leu a minha resenha de Cidade dos Ossos com a Lica do Sobre amores e livros (aqui) sabe o quando eu amei e fiquei chocada com o final. Para minha sorte eu li muito perto do lançamento de Cidade das Cinzas assim não precisei esperar tanto para matar minha ansiedade rs... Essa história de resenha entre amigas deu super certo, que eu e a Lica resolvemos fazer o mesmo com o segundo volume e convidar a Math, do As envenenadas pela maçã, para fazer parte também…

Como nós temos muitas opiniões parecidas, foi fácil usar as mesmas palavras, mas em alguns casos, cada uma pensou de um jeito diferente, então, para vocês não se perderem em alguns pontos, fizemos uma legenda:

*Aline 

*Mathilde

*Nathalia

Agora vamos ao que realmente interessa…

Eu estava com saudades da escrita de Cassandra Clare, ela consegue fazer com que Cidade das Cinzas seja melhor que Cidade dos Ossos!! O livro já começa com ação e ela não para por nenhum momento. Às vezes percebemos uma desacelerada na narrativa, mas a ação continua lá… e todos os nossos queridos heróis estão envolvidos nela.

Clary, Jace, Alec, Isabelle, Simon, Luke estão metidos nas encrencas normais do Submundo, derrotando demônios, mas claro que nosso querido maquiavélico Valentim chega para horrorizar ainda mais o complexo mundo deles. Isso mesmo, ele voltou com tudo, conseguiu o cálice e agora está tocando o terror para ter um outro instrumento mortal. Para consegui-ló, não medirá esforços e buscará apoio invocando demônios, os recrutando num exército poderoso e mortal.

Apesar disso, não tem como odiá-lo. Quer dizer, ele é o vilão, mas dentro de toda sua loucura e seus princípios deturpados ele é exatamente como Jace... Sedutor,  língua afiada, arrogante e com toda aquela pose de "sempre estou certo porque sou o cara". A grande diferença entre os dois é que a gente não concorda com os atos de Valentim. Mas não consegui odiá-lo. Claro que eu quero que ele pague pelo seus atos, que seja derrotado e tudo o que deve acontecer com pessoas como ele...

Coisas estranhas vem acontecendo envolvendo os moradores do submundo e os caçadores das sombras... algumas de suas crianças (é como eles chamam os adolescentes até 17 anos) estão sendo assassinadas e tem o sangue drenado. Perigos e mistérios que só os Caçadores podem resolver! Os misteriosos assassinatos deixam em alerta todos os seres das sombras, pois outras tentativas de assassinar crianças ainda acontecem, mesmo sendo mal sucedidas.

Com tantas coisas para fazer, com tantos mistérios a resolver… Clary ainda tenta seguir com sua vida normal e começar um relacionamento verdadeiro com seu amigo de infância Simon. Mas isso fica cada vez mais difícil, a cada dia seu lado Caçadora das Sombras fica mais envolvido com os acontecimentos, que por sua vez a levam para Jace e sua "trupe". Clary... Ãn?? Como ela pode ter ficado tão chata de repente? Senti falta de uma ponte, uma ligação, entre ela aceitar o fato de Simon a chamando de namorada depois de tudo o que ela disse em CdO... Como assim?

Simon, tenta compreender o conflito por que Clary está passando, mas acaba metendo os pés pelas mãos e passando da condição de mundano, para a condição de um filho da noite! Então... Como foi que ele se tornou, de repente, uma imitação irritante de Jace??? Só no epílogo para ele toma uma atitude certa e coerente ? Demorou, hein? Espero que isso não mude nos próximos livros, senão volto a torcer para que Cassandra o mate para sempre...rs

Luke, tenta passar todo o tempo que tem disponível com a mãe de Clary que continua em coma no hospital.  Mas, sua participação é grande e essencial em toda a aventura. Ah Luke... Como eu te entendo... Como é difícil dizer em palavras o que sentimos quando as pessoas enxergam nossos atos como "pena", "gratidão" ou "compaixão". Força licantrope! Tô contigo!!!! rs

Alec aparece bastante nesse livro, em alguns momentos fica na frente do grupo "comandando". Ele tenta resolver suas questões pessoais com Magnus, mas nada muito explícito. Ele tá muito fofo!! Confesso que não esperava tanto crescimento em uma personagem. E, para mim estava tão clara a sua lealdade que não duvidei dos seus motivos quando ele diz "lei é lei". Adorei!!! E a última cena dele com Magnus? Nossa!!! Fofo... Fofo... Fofo...

Isabelle, tenta parecer madura quando sua mãe volta de Idris e toma as rédeas do Instituto de volta. Ela fica bem escondida  na história! Senti falta de um desenvolvimento melhor do relacionamento dela com alguns seres do mundo das fadas.

E Jace… ele tenta sufocar seus sentimentos por Clary, tenta entender e aceitar seu passado coberto de mentiras e ainda precisa lidar com a rejeição que sofre das únicas pessoas que considerava como pais verdadeiros. Neste turbilhão de sentimentos… Jace ainda precisa lidar com o assédio do pai, com as acusações da Clave e com suas novas habilidades! Como não amar um garoto de 17 anos com a língua afiada e que tem certeza de que "é o cara" e que só de aparecer em cena já te conquista? Como já é regra, Jace vem para provar que mulher gosta mesmo é de um cara com jeito de cafajeste...rs

Além deste livro ser mais sombrio que o primeiro… mais intenso e com um ritmo frenético… Cassandra consegue explorar e desenvolver novas personagens:

Maia, uma lobisomem adolescente do bando do Luke. Gostei tanto dela e ela some? Como assim? Como pode a Cassandra ter perdido ela? Espero que apareça mais em Cidade de Vidro e que não seja só mencionada e que faça o Simon não ser tão chato.

Maxwell, o irmão mais novo do Alec e da Izzy... que idolatra Jace e o defende com unhas e dentes.

Maryse, mãe do trio Caçador. Que não se mostra nada madura e adulta e não pensa duas vezes em julgar os outros, (o Jace), né? Porque é mais forte "quem é nosso pai" do que "quem nós somos"? Senti que faltou emoção de mãe no último diálogo dela com Jace. Quer dizer, deu para ver que ela estava arrependida, mas gostaria de ver isso de forma mais convincente.

As Fadas, adorei como são descritas e para a Rainha Seelie só tenho uma coisa a dizer "UAU!" (Acho que ela é a Virgem Escriba!) (Acho que ela é a fada, mãe do Encantado no filme, do Shrek!)

Por fim... temos a insuportável, mais essencial, Inquisidora. Que aparece na história com o objetivo de descobrir se Jace é realmente um traidor e faz horrores em nome da Clave achando que era a lei em pessoa. No final das contas... se torna parte fundamental de um dos segredos da saga, mas acaba não revelando uma informação que seria essencial para a história.

Algumas revelações são feitas, e muitas outras perguntas ficam no ar. É impossível não perceber muitas insinuações que deixam dúvidas aos leitores e evidencias de que as coisas não são bem o que aparentam ser… A autora consegue nos deixar de boca aberta e em alguns pontos, gritar com as personagens um "Fala logo, conta ...". Boas risadas ficam por conta, do Jace e do Magnus, com suas respostas inteligentes e cheias de humor.

Neste livro uma coisa inusitada aconteceu comigo… eu particularmente adorooooooo os diálogos do Jace com qualquer outro personagem, geralmente ele é sarcástico, engraçado, petulante e por vezes grosseiro… e eu amo isso… mas o último diálogo que ele tem com Clary no livro… foi um desastre e pela primeira vez eu disse em voz alta: “–Cala a boca Jace! Por favor!!” Mas infelizmente ele falou… e eu fiquei triste com o desfecho desta conversa.

Para mim, o ultimo dialogo da Clary com o Jace é de morrer, uma pelo fato do livro estar acabando e outra que você deseja, pelo menos eu desejei, que o Jace uma vez na vida ficasse quieto e ouvisse... é surpreendente o desfecho, te deixa com mil perguntas na cabeça e uma única certeza; que desejaria MUITO ter Cidade de Vidro já na estante!

Eu achei previsível demais... eu também tive vontade de gritar "Cala boca Jace!", mas enquanto lia a sensação de “conheço esse filme” prevaleceu e penso que ainda não é a hora das coisas se acertarem para os dois (estamos só no segundo livro). E penso que antes deles realmente se acertarem, precisa ser resolvido o lance de "irmãos".

De maneira ampla, amei o livro.A narrativa da Cassandra é sedutora e te prende tanto que quando você percebe já terminou o livro. E olha que ele é enorme!! Ao contrário de CdO, esse deixa um vazio no final e acho que nesse sentido CdO é melhor. Quer dizer, eu realmente não gosto de livros onde a história é cortada com uma tarja preta de "continua" porque é muito mais difícil esperar o próximo livro (Chega logo setembro!!). Ah, como o livro acaba assim? Quer dizer, como aguentar esperar até Cidade de Vidro?

O único problema é que em vários momentos durante o livro não aparecia os "-" (travessões) assim como muitas palavras separadas não tinham o "-" (hífen). Outra coisa que sentimos falta foi de uma nota de rodapé com tradução de algumas frases ditas em outra língua durante a história. Principalmente as partes quando Jace cita Dante (que todos os personagens presentes entendem, menos o leitor) e quando Maryse cita a canção francesa.

Cassandra me ganhou mais nesse livro, espero que em Cidade de Vidro a história continue “pegando fogo”…. e é claro minhas perguntas sejam respondidas rs.

 

Nathaliablog

6 comentários :

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