TRON - O Legado



Escolhi falar desse filme, porque já fazia um bom tempo que eu queria assisti-lo, na verdade desde que saiu no cinema, mas minha companheira de crime (minha irmã) não quis ir comigo, aí resolvi não assistir. Foi nessa última semana que eu consegui ver o filme e tenho que dizer que fiquei surpresa, o filme está lindo e muito bem acabado, mas como não poderia ser diferente, tenho críticas a fazer!! rs'




Kevin Flynn (Jeff Bridges), comanda a ENCOM, uma empresa voltada para o ramo da informática. Apaixonado por tudo que é digital ele cria CLU, um clone digital de si mesmo que junto com Tron, programa de Alan Bradley (Bruce Boxleitner), melhor amigo de Kevin, irá conter o mundo digital dos computadores da corporação ENCOM. Porém CLU começa a ter vontade própria e decide que está na hora de tomar suas próprias decisões, dessa forma ele "prende" Kevin Flynn no mundo digital e o impossibilita de voltar para casa. O pequeno Sam, filho de Kevin, cresce sem a presença do pai e se transforma num homem arrogante que adora aventuras, agora com 27 anos (20 anos depois do desaparecimento do pai), Sam Flynn (Garrett Hedlund) volta ao antigo escritório do pai na intenção de ver se algo está errado e é a aí que ele encontra a entrada para a Grade, o mundo virtual criado por Kevin e lá ele participa de competições por sua sobrevivência e descobre que o pai não está morto, como todos pensavam.


O filme TRON de 2010 teve um predecessor. Em 1982, Tron: Uma Odisseia Eletrônica, revolucionou a indústria cinematográfica com o seu inovador sistema digital, esse foi um dos primeiros filmes a utilizar efeitos de computação gráfica de forma tão ampla. Jeff Bridges, na época com 35 anos, interpretou o jovem Kevin Flyn, engenheiro de softwares da ENCOM. Tron é um programa criado por Alan Bradley (Bruce Boxleitner - também muito mais jovem) para monitorar o programa de controle da ENCOM, mas se alia a CLU, criado por Flynn para desativar o controle da empresa. No fim das contas, Alan, Kevin, Tron e CLU devem "se virar" no mundo digital, onde são perseguidos e atacados por soldados digitais.

Eu assisti o primeiro filme, para ter uma noção do que esperar de TRON - O Legado que é basicamente uma continuação, mas como não sou muito ligada nesse negócio de universo virtual eu fiquei perdidinha! rs' As coisas acontecem muito rápido e a linha de raciocínio é muito intensa, é necessário uma dose redobrada de atenção. O filme de 1982 estava engatinhando no quesito computação gráfica e a diferença fica evidente na qualidade do longa produzido em 2010.

Steven Lisberger dirigiu o primeiro e volta como produtor da continuação ao lado do diretor Joseph Kosinski, e tenho que dizer que fizeram um ótimo trabalho. As motos de luz são um arraso, quero uma daquelas! rs' O figurino e a maquiagem não poderiam ser mais estranhos e ao mesmo tempo melhor idealizados. CLU é um ser digital, portanto não envelhece, dessa forma foi utilizado um programa para rejuvenecer o ator de 61 anos, Jeff Bridges. Não que não tenha ficado legal, lembrou muito os personagens do filme O Expresso Polar, sabe aquele com o Tom Hanks? Então, como ele é digital, até ficou interessante, porém o mesmo recurso foi utilizado para o Kevin Flynn mais jovem, no começo do filme, nesse ponto achei que ficou falso, muito...digital! rs'


Tenho que dizer que sou fã de carteirinha do Mr. Bridges, não é atoa que ele é um ganhador da Academia! Acho ele incrível, um ator de primeira que arrebenta fazendo qualquer coisa, desde um pai jovem e descolado, passando por um maníaco digital (CLU) e chegando a um senhor muito zen (como o prórpio Kevin diz). Garrett Hedlund está na minha lista de boa pintas talentosos, rs' acho ele uma graça e adoro vê-lo atuar. Palmas também para o veterano Bruce Boxleitner, que apesar de não ser muito badalado, é um excelente ator; ele também teve sua aparência rejuvenecida, pois o próprio Tron aparece algumas vezes. Também sinto a obrigação de mencionar um outro ator que sempre foi habilidosíssimo, mas infelizmente, nos dias de hoje, só é lembrado devido a um certo vampiro por aí, estou falando de Michael Sheen, que está hilário na forma de um programa divertido e excêntrico.

Bom, finalizando, eu tenho que dizer que o filme traz uma ideia inovadora e muito bem trabalhada, mas como eu disse, um tanto complexa, gostei do filme, no geral, tirando aqueles pequenos detalhes já mencionados, mas confesso que quero ver novamente para poder ter certeza que entendi o que se passava. Para quem possa ter notado, eu realmente não mencionei a Olivia Wilde que não estava ruim como Quorra, um programa diferente dos outros, última de sua espécie. Não falei dela porque senti que ela estava muito apagadinha, apesar de ser um personagem relativamente importante... Contrariando as críticas que ou dizem que é o melhor filme ou que é o pior, eu fico em cima do muro, o filme tem seus momentos bons e ruins, cada um apreciará o que tem mais a ver consigo!

O ponto crucial de tudo isso é: Assistir ou não assistir a esse filme? E eu respondo: Assistam! Cada um tem seu ponto de vista e por experiência própria digo que sempre é possível se surpreender com algo (nesse caso um filme) que não consideramos do nosso estilo. Se é o melhor filme que já vi? Não! Mas é um dos que voltaria a ver!

**Curiosidades**

A ideia original do primeiro filme chegou a Lisberger quando ele jogou “Pong” pela primeira vez.

Os computadores usados para fazer os gráficos do primeiro filme tinham apenas 2 megas de RAM e 330 megas de HD. Hoje em dia, qualquer smartphone possui essa capacidade.

A dupla Daft Punk, compositores da trilha sonora original, estiveram presente nos sets de filmagem, compondo a trilha sonora simultaneamente à gravação do filme. Era comum a equipe de filmagem escutar trechos já finalizados das músicas para entrarem no clima do filme.

As gravações duraram apenas 68 dias. A pós-produção, devido aos efeitos visuais complexos, durou 68 semanas.

A diversão favorita dos moradores da Grade são jogos ao estilo "gladiador", onde os combatentes duelam com discos de luz e motos de luz.

No quarto de Sam Flynn quando criança, existe um Macintosh original dos anos 80, brinquedos e cartazes do primeiro filme (que na franquia é tratado como um video-game) e um cartaz de outra ficção científica da Disney comtemporânea à "Tron - Uma Odisseia Eletrônica", "O Buraco Negro". Coincidência ou não, o próximo filme do diretor Joseph Kosinski será um remake de "O Buraco Negro".

Garrett Hedlund (Sam Flynn) e Olivia Wilde (Quorra) queriam trabalhar juntos desde que se conheceram no primeiro trabalho de ambos, em 2003.

O personagem C.L.U. foi desenhado utilizando as técnicas de captura de movimento com o ator Jeff Bridges, a mesma técnica utilizado por Brad Pitt em "O Curioso Caso de Benjamin Button".

Somente os atores Jeff Bridges (Kevin Flynn / Clu) e Bruce Boxleitner (Alan Bradley / Tron) aparecem nos dois filmes.






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