Resenha de A Resposta, Kathryn Stockett @editorabertrand





Entãããão, eu vou começar essa resenha fazendo uma confissão: Eu amo história. Amo sentar e estudar história, ler livros sobre história e personagens históricos. Não, isso não significa que eu seja nerd rsrsrsrs apenas tenho uma relação de amor muito forte com história, não posso/consigo evitar. 





Autora: Kathryn Stockett
Tradutora: Caroline Chang
Páginas: 573
Editora: Bertrand
ISBN: 978-85-286-1461-9



Tendo explicado essa parte, vocês vão conseguir entender o porque de eu ter simplesmente AMADO esse livro. A Resposta, para mim, é muito mais do que um simples livro. A Resposta é a história de 3 mulheres de raças e situações completamente opostas mas que se uniram, bancand todos os riscos, em prol de algo muito maior e melhor: Os direitos civis das pessoas negras. 


" Bem, diz para ela que é um verdadeiro piquinique do quatro de julho. É o que a gente passa todo o final de semana sonhando em fazer: voltar para casa e polir a prataria deles. _ Eu disse para ela: deixe os velhos livros de história contarem como é.  Os brancos escrevem sobre a opinião dos pretos desde o início dos tempos." Página 170


Aibileen e Minny Jackson se unem com a aspirante a escritora, Skeeter para contar ao mundo como é ser uma empregada negra, ou uma pessoa negra, em plenos anos 60, no Mississipi. Vou confessar também, que eu sofri horrores lendo esse livro. Foi muito emocionante para mim ler muitos dos relatos das empregadas contando suas histórias, sabendo que aquilo foi real. As pessoas negras realmente eram maltratadas, tratadas como se fossem o lixo da humanidade, como pessoas que só trazem problemas e doenças; morriam assassinadas a torto e a direito por reclamarem seus direitos como cidadãos, ou simplesmente por cometerem algum erro, ainda que inocente. Vemos que a maldade nesses estados escravocratas dos EUA não vem só de grupos como a KKK ( Ku-Klux-Klan), mas também das próprias pessoas brancas moradoras dessas cidades, no caso do livro, a dona Hilly Holbrook. E olha que o clímax do livro é na época em que Martin Luther King chamava o povo negro para marchar junto com ele em Washington. 


Em Jacksonville, Mississipi, as senhoras brancas casavam, tinham filhos e cabia as empregadas criar as crianças e cuidar da casa. Para isso recebiam um salário medíocre, que mal cobriam os custos de sobrevivência. É estranho pensar que essa era a nossa realidade há 50 anos atrás, né? 


" (...) Ela tem tantos arbustos de azaléias que, quando a primavera chegar, o jardim dela vai ficar parecendo o de E o Vento Levou.  Eu não gosto de azaléias e, claro, não gostei do filme, por causa do jeito que fizeram a escravidão parecer um grande e alegre chá das cinco."  Página 70


Aibileen passou a vida criando nenês brancos e seu único filho, Treelore. Sua história de vida é bem triste, assim como a sua realidade. Contudo, isso não a impede de falar sobre o que pensa e de fazer a sua parte para tentar mudar a sua história e a de suas amigas também. 


A Minny, beeeeeeeeeem, ela é louca <3 
OMG me identifiquei muito com ela rsrsrsrs Minny é mãe de 5 filhos, tem um marido problemático e só consegue emprego com a " louca-hiper fofa" da dona Celia Foote. Isso ocorre porque apesar de ser a melhor cozinheira do condado, The wicked witch of OZ...ops... digo a Hilly, espalhou boatos falos só sobre Minny com o intuito de atrapalhar sua vida. Mas olha gente, ela se vinga e com muito estilo rsrsrsrs Amei essa parte em particular do livro e só repito: " Minny, sua louca <3" 




A dona Skeeter é uma idealista, que não gosta/acredita na segregação, já que foi criada por sua empregada Constantine. Ao ver como Aibileen e suas companheiras estão sofrendo e passando por sérios problemas, ela se enche de coragem e junto com elas, investe na idéia de um livro que contaria como é ser do outro lado da moeda. 


A Resposta é um livro altamente corajoso e inteligente. Um livro para te fazer pensar, rir e chorar. Um dos melhores livros que eu li nos últimos anos. Vale muito a pena...