RESENHA by @paros28: CINQUENTA TONS DE CINZA - E. L. JAMES @intrinseca



I.S.B.N.:9788580572186
Altura: 23 cm.
Largura: 
16 cm.
Profundidade: 1 cm.
Acabamento: Brochura
Edição: 1 / 2012
Idioma: Português
Número de Paginas: 480

SINOPSE: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos...


RESENHA
O revolucionário livro Cinquenta Tons de Cinza, esquentou o mercado erótico mundial, com sua venda de mais de 40 milhões de exemplares no mundo, além de ter batido todos os recordes nos outros livros da trilogia também, chega ao Brasil também com muito sucesso, já que em três semanas venderam mais de 200 mil exemplares do livro.
A ideia do livro surgiu de uma Fanfic do Crepúsculo, que nos apresenta a inocente (eu já devia ter parado de ler depois disso) Anastasia Steele e do bilionário, atraente e misterioso (Elke Batista, mas não é kkkk) Christian Grey, e tem empolgado a multidão feminina (menos eu) tanto pelo seu personagem masculino irresistível (tô fora!) quanto pelas excitantes e picantes cenas de sexo (bocejando...) com tendência sadomasoquistas (me engana que eu gosto...).
E ainda não acabou, o revolucionário Cinquenta Tons de Cinza, reascendeu a sexualidade feminina oprimida (que ano estamos mesmo?? 1812???), e pelas palavras da própria pessoa (me nego chamar de autora) que escreveu o livro, “O que Cinquenta Tons fez foi encorajar as mulheres a voltar a falar sobre sexo. Isso é avanço, e não retrocesso”, eu ainda estou perdida...  Em ano que estamos??? Pensei que fosse 2012...

O que vou escrever agora, não quero de forma nenhuma estereotipar ou definir alguém, mas em plena época, até onde eu sabia... onde várias mulheres têm uma independência financeira, e também sexual, até onde eu sei, a mulher pode escolher seu parceiro sexual, sem mesmo uma aliança no dedo. Diferentemente de antigamente, que caso falasse a palavra “sexo” primeiro várias desmaiavam, outras ficavam enrubescidas (essa palavra ainda vai perseguir você!!!) e muitas outras que não sabia se isso era bebido ou mastigado, até porque não tinham acesso a informação e eram oprimidas moralmente por uma sociedade machista.

Agora eu espero que não tenha feito nenhuma viagem no tempo, e ainda esteja em 2012, onde mesmo aquelas que nunca experimentaram ou dificilmente não tem conhecimento o que seja sexo, pois tem um diversidade de possibilidades de obter essa informação, primeiro através da internet (conhecem o Google??? Tem até fotinhos e vídeos) ou simplesmente entrem na primeira banca de revista e façam “uni duni te” e escolham qualquer livro de banca, ou comprem o livro mais antigo do mundo que se chama “Kama Sutra” e irão descobrir tudo, e das mais variadas formas e posições prazerosas de fazer sexo.

Porque é humilhante ter que ouvir de uma pessoa que escreveu um livro desses, se auto intitular de libertadora do prazer feminino, ou como ela falou, “mulheres voltaram a falar de sexo”, hã???? Então daquele grupo que faço parte no Facebook???? Estamos falando sobre o quê? Culinária???? E outra, que história é essa de revolução erótica, leio romances eróticos, sexuais e sensuais desde meus 15 anos de idade? E se eu lesse 50 Tons de Cinza há vinte anos como minha experiência erótica, sinceramente eu acharia que sexo fosse uma piada bizarra.

Porque Cinquenta Tons de Cinza é extremamente frustrante, em primeiro lugar e o mais importante, mesmo que você pegue um livro por diversão, ou como costumamos falar com uma narrativa despretensiosa sem exigências de qualidade de desenvolvimento, como várias pessoas preconceituosamente denominam os livros de banca, eu não ficaria tão indignada com o livro em questão, mas no caso dele, é pior ainda, além de ser raso narrativamente, ele consegue ser pior na escrita, com uma quantidade abusiva de palavras repetidas no decorrer do livro, que parece uma leitura cíclica, ou seja, você inicia e quando está no meio de uma página, a palavra ou a expressão volta a aparecer, ou seja, diversidade de palavras é nula, tem duas palavras no livro, que chegam a ser gritante a repetição, é “enrubescer” e suas variantes conjugações verbais, e outra é “olhos cinzentos” e essa sem variantes, além de outras, tanto que vi em uma resenha no site Goodreads que a pessoa chegou fazer a contagem de palavras repetidas, senão me engano foram 51 olhos cinzentos e 81 enrubescer, e isso só do primeiro livro (uma informação secreta, os outros dois livros da série continuam com a mesma deficiência).  Como vocês podem conferir na cena sexual, de Ana e o Sr. Grey, narrado abaixo pelo sensual e erótico, boneco Marcelinho:

Somado a isso, a James com certeza tem um prazer sexual em colocar pontos, imagina um livro que num parágrafo de oito linhas tivesse no total de doze pontos, além dos sinais de exclamações ou interrogações, eu praticamente li o livro como se tivesse lendo uma letra de Rap, como podem conferir no trecho abaixo (e isso é em grande parte do livro):


“Acordo de súbito, ofegante, toda suadas e sentindo os efeitos do orgasmo. Que inferno. Estou completamente desorientada. Que diabo acabou de acontecer? Estou sozinha no meu quarto. Como? Por quê? Sento-me de repente na cama, chocada... uau. É de manhã. Olho o despertador – oito horas. Ponho as mãos na cabeça. Eu não sabia que podia sonhar com sexo. Será que foi alguma coisa que comi? Talvez tenham sido as ostras e mina pesquisa na internet se manifestando em meu primeiro sonho erótico. É incrível. Eu não sabia que podia ter um orgasmo dormindo.”

Ufa!!!! Até para digitar cansa, imagina parágrafos assim, e pior na parte sexual ???

E isso que ainda nem cheguei ao contexto do livro e nos personagens, e por falar na história do livro, erroneamente muitas pessoas adquiriram 50 Tons de Cinza, pelo simples fato de ser inspirado no Crepúsculo, e talvez também encerramento da saga no cinema este ano, então várias fãs migraram para 50 Tons de Cinza, porque além de preencher o vazio, também irão ver a versão “Edward Sexual”, mas as coincidências com Crepúsculo, digamos são apenas em algumas características dos personagens, e situações, que a James revolucionariamente conseguiu piorar, confesso que não sou uma fã de Crepúsculo, li todos os livros, talvez pela minha idade ou até mesmo minha maneira de ver o sobrenatural (gosto mais do estilo da Anne Rice), não me agradou, então quando digo que algumas cenas de 50 Tons de Cinza, tiradas de Crepúsculo ficaram horrorosas..., e também entendi porque inteligentemente a Stephanie Meyer, declarou que não acha plágio 50 Tons, porque ela deve ter lido o que fizeram com a sua famosa saga, e preferiu distanciar qualquer similaridade.

“(...) Sigo em frene e tropeço, me estatelando no meio da rua.
- Que merda, Ana! – exclama Grey.
Ele puxa tão forte minha mão que caio em cima dele bem na hora em que um ciclista passa a toda na contramão, e por um triz não me atropela.”

E a cena acima lembra alguma coisa????

Acho mais fácil explicar o desenvolvimento do livro através dos personagens, até porque é tão pobre a história,, e tudo que eu li foi um blá... blá... blá... Interminável e entediante, da personagem feminina Anastasia Steele, consigo mesmo, e seus companheiros inseparáveis, “deusa interior” e seu “subconsciente”, então a deusa interior, que não irei dizer o que é realmente, porque senão perde a piada, ops... Quer dizer a emoção. Rsrssrsrsrs.

Mas antes tem outro aspecto que tenho que comentar, tem tantos diálogos praticamente monossilábicos, conversinhas sem nexo total, que pareciam um bando de retardados conversando um com o outro, e um dos diálogos que cheguei a me perder, de tanta palavra repetida num papo medíocre, sejam corajosas e leiam o trecho abaixo:

“Isso não é motivo de orgulho – murmurou altiva. –  E tem razão... estou profundamente chocada. E irritada por não poder chocar você.
- Você usou minha cueca.
- Isso chocou você?
- Chocou.
Minha deusa interior dá um salto com vara sobre a barra de quatro metros e meio.
- Você foi sem calcinha conhecer meus pais?
- Isso chocou você?
- Chocou.”

Chega!!!!! Depois tem mais uns 4 ou 5, entre eles, choque, chocar e choquei. Ou seja, nesse momento do livro estava tão CHOCADA!!!

SR. CHRISTIAN GREY (lindo, rico, sensual, desequilibrado emocional, esquizofrênico e olhos cinzentos).

Mulheres!!!! Ele chegou, o sonho de consumo de mulheres que leram o livro, o cara que não faz amo, ele fode com força, a antítese do príncipe encantado (nem para sapo serve também, coitado do bichinho), o genro que toda mãe sonha longe da sua filha, o bilionário de olhos cinzentos, que curte um BDSM ao leite, onde gosta de dominar sua parceira tanto na relação sexual e doentiamente na pessoal, o homem que as mulheres gritam “Quero um para mim!” e eu sou das poucas que digo “Chuta que é macumba!”.

Estou me perguntando até agora, como mulheres liberais tanto sexualmente quanto pessoalmente vangloriam um homem desses??? Um candidato a interno do hospício. Tudo bem que no inicio pelas características pessoais ficamos embasbacadas com essa espécime masculina, mas no decorrer da leitura não temo como, tudo bem que o livro tem uma escrita medíocre, e ineficiente na profundidade dos personagens, mas o Sr. Grey é um babaca, ou o coitado foi mais uma vitima da pseudo autora.

Antes de falarem que estou esperando o príncipe encantado, sou bem realista, todas as pessoas terão grandes qualidades e defeitos, mas cada um se adapta ao que desejar, mas o Sr. Grey não tem defeitos, e sim uma instabilidade emocional de uma ervilha, não porque ele gosta de BDSM (isso é outro assunto que irei falar), mas o modo como ele age em relação às pessoas.

Várias vezes no decorrer do livro vimos um homem bastante controlador e psicótico, que chega ponto de dar presentes para Ana, mas não com a intenção de agradá-la e sim de persegui-la (celular, carro, MacBook, todos eles com GPS), ou seja, ele sabia todos os seus passos, você acham que isso é ser atencioso e cuidadoso??? Ou controlar sua comida, porque ele tem traumas sérios em relação a isso, e com isso ele descarrega todos os seus tormentos  nos outros. Namorar o Sr. Grey é quase a mesma coisa que participar de um reality show, todos seus passos serão controlados. 

"- Você não comeu muito.
- Estou satisfeita.
- Três ostras, quatro garfadas de bacalhau e um talo de aspargo, nada de batata, nada de frutas secas, nada de azeitonas, e não comeu o dia inteiro. Você disse que eu podia confiar em você.
Nossa, ele fez um inventário."

Ele não é um "fofo"??? 



Agora por ser rico e lindo é perdoável? Já li muitos livros com homens problemáticos e atormentados, é algo do imaginário feminino e tal, mas ser praticamente uma “mulher tarja preta” e ficar tentando curar através do amor. Mas o Sr. Grey é só com a ajuda de uma junta médica.  Sempre tivemos na literatura de mulherzinha, homens com esse estereótipo, mas a diferença do Grey para os outros, foi a descrição conturbada ou erroneamente infeliz da James, e ainda tem a capacidade de dizer em entrevistas que a dominação do Grey é só sexual, hã??? Será que ela lembra como escreveu esse livro? Pois, levanta bandeira de liberação e descreve um homem que oprime não sexualmente e sim pessoalmente uma mulher. Bastante controverso não acham??? E falando na mulher...

“Meu pensamento se deixa levar para a tarde de hoje. Pelo que percebi das preferências dele, acho que pegou leve comigo. Será que eu faria isso de novo? Nem sequer posso fingir criar caso pro causa disso. Claro que faria, se ele me pedisse – desde que não me machucasse e que essa fosse a única maneira de estar com ele.
Essa é a moral da história. Quero estar com ele. (...)”


ANASTASIA STEELE (virgem, baixa estima, insegura, inocente e atrofiada)

Algo que é praticamente comum nas personagens femininas quando descritas como virgens são praticamente sinônimo de demência cerebral, insegurança e baixa estima, porque autoras que escreveram a 200 anos atrás as personagens femininas que eram virgens, e naquela época virgindade não era característica pessoal ou doença, e sim algo natural, descreviam personagens femininas com convicções próprias, de personalidade e lucidez cerebral mesmo com toda a opressão de uma sociedade na época.

Pelo que entendi hoje ser virgem é ser marginalizada ou pior possui uma doença chamada “himem intocatis” que tem como sintomas, atrofiamento cerebral, insegurança e baixa autoestima.

E além da Ana sofre dessa doença,  ela ainda é uma garota pobre, que anda de fusquinha,  trabalha para se sustentar e tem baixa estima, encontra um Sr. Grey da vida aparentemente com características perfeitas de um homem, se interessar logo por ela, que além da doença “himem intocatis” se acha um patinho feio??? Resultado: presa fácil.

“E depois, hoje à noite, ele me bateu mesmo. Nunca ninguém me bateu na vida. Onde é que fui me meter? Muito devagarinho, as lágrimas interrompidas pela chegada da Kate começam a escorrer pelo meu rosto e entrar pelos ouvidos. Apaixonei-me por alguém tão fechado emocionalmente que só vou me machucar – no fundo eu sei disso -, alguém que se confessa completamente fodido. Por que ele é tão fodido? Deve ser horrível ser tão marcado como ele é, e a ideia que tenha sofrido alguma crueldade insuportável na primeira infância me faz chorar mais. Quem sabe, se ele fosse mais normal, ele não quisesse você, meu inconsciente contribui maliciosamente para minhas elucubrações... e, no fundo, sei que isso é verdade.”

Chega o Sr. Grey bonito, sensual, rico e de olhos cinzentos, enchendo ela de presentes, inicialmente sendo bastante atencioso, e interessado a lhe dar um prazer inimaginável.
Ana entra de cabeça, e já fica na expectativa juntamente com seus coleguinhas deusa interior e inconsciente, a chance da sua vida de curar a sua doença, mas só que ela na sua “ingenuidade” e não sabe nada sobre sexo (mesmo com o Google disponível), e com todo seu romantismo pueril pergunta para o Sr. Grey: Então vamos fazer amor?

E o Sr. Grey, que até o momento era o príncipe encantado, fala olhando nos olhos, “Anastacia, eu não faço amor, eu fodo com força”, diferentemente da Ana, que não entende, mas sua deusa interior bem esperta dá pulinhos iguais a uma bailarina, levanta as sobrancelhas e confirma com a cabeça, e diz “Sim! Sim! Sim”, mas seu inconsciente que é mais centrado, fala “Não! Não! Não!”  e Ana querendo se livrar da grave doença aceita entrar no Mundo Imaginário do Sr. Parnassus Grey kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Vocês podem acreditar todos os personagens citados acima existem, sendo que dois dele só dentro da cabeça da Ana. O livro podia se chamar 50 Loucos de Cinza.

Após a cura da doença, e pelo que entendi, foi uma transferência via sêmen de neurônios, pois ela ficou mais esperta e começou a questionar algumas práticas do Sr. Grey, óbvio que pela descrição da James, e como qualquer ex-virgem-recente, não entende muito da sua sexualidade, mas a coitada vai acabar explorando isso com o rico empresário e nas horas vagas, psicopata Sr. Grey.

“(...) Minha cabeça está a mil. Maldita Kate, que jogo ela está fazendo? Será que ele vai me castigar? Encolho-me de medo só de pensar nisso. Ainda não assinei aquele contrato. Talvez não assine. Talvez eu fique na Geórgia, onde ele não pode me alcançar.”

Isso é sensual ?????

Isso que me incomodou, sexualmente falando a Ana aceitava até ali, a relação sexual sado, o problema maior era o motivo da aceitação, e isso lemos o tempo todo apreensão da Ana para não discordar do Sr. Grey, por medo da punição, ou seja, ela não encara a punição como uma expectativa sexual, e sim com puro medo, algumas vezes no vemos no livro a Ana se expressar sinceramente e mais livremente através dos e-mails que ela e o Sr. Grey trocavam, do que pessoalmente, mas sempre tensa quando estava perto dele.
Mas devo estar errada, já que todas as meninas suspiram e batem palmas para os métodos “gentis” do Sr. Grey, então enxerguei demais... E por falar nos métodos...
Sexo baunilha + BSDM ao leite = Milkshake
No mundo BDSM o sexo dito “normal”, é caracterizado de sexo baunilha, enquanto o outro que também aparece nesse livro, é que digamos é o mais preconceituosamente visto, é caracterizado como sado, na visão estreita da autora, que pessoas praticantes desse estilo sexual, são desiquilibradas emocionalmente, e pior o próprio Grey confirmou que sexo para ele é como um arma.

“- Christian, você usa o sexo como uma arma. Isso realmente não é justo – afirmo, olhando para minhas mãos, e depois encarando-o.
Ele ergue as sobrancelhas, surpreso, e vejo que está considerando minhas palavras. Afaga o queixo, pensativo.
- Tem razão. Uso. Na vida, a gente usa o que pode, Anastasia. Isso não muda nada o quanto desejo você. Aqui. Agora.”

Acho que uma palavra é predominante nesse tipo de relação sexual, e a CONCENSUAL, ou seja, ambas as pessoas devem querer, e devem ter a consciência do que está fazendo, ou até por terem desejos nesse tipo de relacionamento

O que vemos nesse livro, além de várias controvérsias, que óbvio por incapacidade da James, foi uma Ana que não tinha nenhuma experiência sexual, praticar pelo simples fato de além de ter medo do Sr. Grey, e também porque não quer perde-lo e com isso se predispõe a fazer para agrada-lo.

Temos vários trechos dela afirmando o medo, a insegurança e a indecisão dela sobre essa relação sexual.

E isso afronta totalmente a prática saudável do BDSM, vamos deixar o preconceito de lado, sim BDSM é saudável, essa apologia relacionada à dor, é para quem não sente prazer com esse tipo de prática, mas quem se predispõe a praticar o prazer pela “dor” não é visto como dor física, não vou me aprofundar muito no tema, até porque o livro não vale tudo isso.

Apesar da pseudo autora se vangloriar que o livro foi um incentivo da libertação sexual feminina, porém ela ao mesmo tempo mostrou a opressão pessoal a uma mulher. Tanto que ela não podia revirar os olhos, entre outras coisas, fazia tudo para não desagrada-lo e consequentemente para ele não puni-la, quando a pessoa pratica e tem certeza do jogo em uma relação BDSM, essa punições, se tornam não um temor e sim um jogo excitante sexual, e isso não vemos no livro.

REVOLUCIONÁRIO SEXO "ERRÓTICO"

Essa é uma parte muito interessante, posso dizer que o livro tem bastantes partes sexuais descritivas, mas como a James sofre de gagueira narrativa, quase todas as cenas e modos de fazer sexo eram repetitivos, comum em qualquer livro erótico no mercado (aconselho a lerem Sedução da Nicole Jordan), claro as práticas sado que implementam o sexo, mas se pensam em alguma variedade, e sempre a mesma coisa.

Eu defino pela debilidade dos personagens, a descrição sexual é tão detalhada, e não estou falando na parte da sacanagem, estou falando nas preliminares, eles levam uma página para tirar a roupa, mas, porém só meia página para ter o orgasmo, claro estou falando isso simbolicamente, além de ser tudo narrado pela Ana, então temos muitos debates com a tagarela e ridícula deusa interior e seu companheiro mal- humorado inconsciente, além de tudo isso adiciona um pouco de intermináveis e irritantes palavras repetidas e pontos finais que deixam a leitura insuportável, que me fizeram dormir e bocejar várias vezes, ou me perder na leitura.

CONCLUSÃO: A pergunta é porque o livro fez tanto burburinho, se tem muitos similares no mercado? Por que ele teve esse estrondoso sucesso? Tem várias respostas, mas uma que eu acho que seja, é porque os livros que tratam de erotismo, sexualidade e sensualidade, não foram amplamente divulgados devido os pudores que existiam naquela época, enquanto 50 Tons de Cinza chegou com um marketing agressivo editorial, e hoje em dia com os meios de comunicação e as redes sociais. Se tornou mais fácil atingir o público em geral.

Porque tenho certeza que 50 Tons de Cinza fosse lançado como um simples romance erótico sem grandes divulgações não estaria batendo esses recordes, porque pela qualidade interna do livro, como narrativa, personagens e  escrita. Era mais um livro pegando poeira ne estante.

Iremos ter um grande volume de livros desse gênero, muitos que estavam escondidos passando por simples romances, começaram destacar mais o lado relacionado o sexo, e também irá desmitificar o livro de banca, que antes torciam o nariz por causa da sua péssima narrativa e só priorizava o sexo gratuito, acho que irão pensar melhor antes de esnobar, até porque quem gostou de 50 Tons de Cinza, irá adorar qualquer livro de banca.

E antes de qualquer coisa, não lerei a continuação, pois tem tantos livros no mercado com conteúdo tanto erótico quanto narrativo de qualidade que essa trilogia, prefiro dar um beijo de língua no Jabba The Hut de Star Wars do que lê o restante da série.


Finalmente terminei a resenha desse livro, e quem gostou da resenha, foi uma pena não atingi o meu propósito, queria que ninguém gostasse, achasse um lixo, monótona, entediante, ridícula.

Não enlouqueci, tive um atrofiamento no cérebro após a leitura, mas já me recuperei, eu desejava que as pessoas achassem vários defeitos na resenha, para sentir na pele, como me senti quando estava lendo o livro e após a conclusão. Se ficaram revoltadas e saírem falando que minha resenha é um lixo, então entenderam bem o que quis dizer sobre o livro.




ALGUNS MOMENTOS BIZARROS

"No quarto, procuro em uma cômoda e encontro o secador. Usando os dedos, seco o cabelo da melhor maneira possível. Quando termino, entra no banheiro. Quero escovar os dentes. Olha a escova de Christian. Seria como tê-lo em minha boca. Hum... Olhando por cima do ombro para a porta com um sentimento de culpa, sinto as cerdas da escova de dentes. Estão molhadas. Ele já deve ter usado a escova. Pego-a depressa, espremo a pasta nas cerdas e escovo os dentes rapidinho. Sinto-me muito travessa. É muito emoção."

Ok. Além dos malditos pontos no qual a autora pelo jeito tem um prazer sexual, mas fala sério né???? “É muita emoção”?????? MEU DEUS!!!!!





"- Minha mãe mora na Geórgia com o novo marido, Bob. Meu padrasto mora em Montesano.
- E seu pai?
- Meu pai morreu quando eu era bebê.
- Sinto muito – murmura ele, e uma afição transparece fugazmente em seu olhar.
- Não me lembro dele.
- E sua mãe se casou novamente?
Solto o ar com força.
- Pode-se dizer que sim."

Essa cena vou deixar para vocês me responderem, não sei se está mal escrita ou simplesmente é retrógada demais.

Primeiro, ela não falou que a mãe estava morando com o novo marido???? Ou seja, casou???? Certo??? Ou, a outra opção que ele perguntou, se a mãe era casada no papel ou algo assim?

Mas se tiver uma terceira opção gostaria que me respondessem....



"A primeira classe é muito espaçosa. Com um coquetel de champanhe em punho, instalo-me na suntuosa poltrona de couro ao lado da janela enquanto a cabine vai enchendo devagar. Ligo para Ray para lhe contar onde estou – uma ligação curta, infelizmente, pois é muito tarde para ele.
- Te amo, pai – murmuro.
- Boa noite.
Desligo."

A pergunta é, porque desse diálogo absurdo, que não tem contexto nenhum, e assim o livro tem vários sem motivo algum.

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