Minhas impressões: Queda de Gigantes @KMFollett @sextante

Estou completamente encantada... maravilhada com Ken Follett... eu já tinha tido vontade de ler 'Pilares da Terra'... mas por falta de tempo e oportunidade não li... quando 'Queda de Gigantes' foi lançado fiquei 'de olho'... e como já comentei aqui... a Sextante me enviou o livro...


Esta será um resenha diferente... da que normalmente resenho aqui... porque 'Queda de Gigantes' é um romance... histórico... não é um romance épico... grandioso e maravilhoso... incrivelmente bem escrito e envolvente...




Sinopse:


Queda de gigantes

Ken Follett

Acesse o hotsite do livro: www.sextante.com.br/quedadegigantes
Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período dramático da história. Queda de gigantes, o primeiro volume da trilogia "O Século", do consagrado Ken Follett, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos.
De maneira brilhante, Follett constrói sua trama entrelaçando as vidas de personagens fictícios e reais, como o rei Jorge V, o Kaiser Guilherme, o presidente Woodrow Wilson, o parlamentar Winston Churchill e os revolucionários Lênin e Trótski. O resultado é uma envolvente lição de história, contada da perspectiva das pessoas comuns, que lutaram nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial, ajudaram a fazer a Revolução Russa e tornaram real o sonho do sufrágio feminino.
Ao descrever a saga de famílias de diferentes origens – uma inglesa, uma galesa, uma russa, uma americana e uma alemã –, o autor apresenta os fatos sob os mais diversos pontos de vista. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta.
Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha.
Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, Queda de gigantes retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo. O século XX está apenas começando.
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Com mais de 100 milhões de livros vendidos em todo o mundo, o mestre do romance histórico Ken Follett nos transporta mais uma vez ao passado no magnífico épico Queda de gigantes, primeiro volume da trilogia "O Século".
A trama começa no início do século XX e acompanha a saga de cinco famílias de diferentes origens sociais e nacionalidades – americana, russa, alemã, inglesa e galesa – que vão vivenciar os acontecimentos que abalarão o mundo, como a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, a ascensão da classe trabalhadora e a luta pelo voto feminino.
Numa narrativa repleta de paixão, aventura e suspense, Follett cria personagens inesquecíveis que, ao perseguir seus sonhos e escolher o rumo de suas vidas, ajudam a fazer história.
Aos 13 anos, Billy Williams entra para o mundo dos adultos nas minas de carvão do País de Gales. Sua irmã, Ethel, governanta da aristocrática família Fitzherbert, cruza as fronteiras de sua condição social de uma forma que irá mudar seu destino e o de muitas outras mulheres. Sua patroa, a sufragista lady Maud, adentra um território proibido ao se apaixonar por Walter von Ulrich, espião da embaixada alemã em Londres. O segredo dos dois acaba nas mãos do americano Gus Dewar, um jovem infeliz no amor mas com uma promissora carreira na Casa Branca de Woodrow Wilson. Dois irmãos russos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem caminhos completamente diferentes, um de cada lado do mundo, quando seu plano de morar nos Estados Unidos é prejudicado pela guerra, pelo alistamento obrigatório e pela revolução...
Esses e outros personagens têm suas vidas entrelaçadas à medida que o romance se move de Londres a São Petersburgo, de Washington a Berlim, de Viena a Paris, passando por diversas cidades e retratando a sujeira e o perigo das minas de carvão, o luxo dos palácios, os bastidores do poder e a dura realidade das trincheiras. O mundo como eles o conheciam está prestes a mudar radicalmente.
Como em todas as obras de Follett, o contexto histórico foi pesquisado e reproduzido com minúcias, ensinando-nos mais do que o que aprendemos na escola. E, o que é melhor, por meio de uma trama fascinante, com um ritmo de tirar o fôlego e personagens tão ricos que mereciam ter realmente existido.
Nos outros livros da trilogia "O Século", novas gerações das mesmas famílias testemunham outros grandes episódios da história. O segundo volume, com lançamento previsto para 2012, tem como pano de fundo a Grande Depressão de 1929 e a Segunda Guerra Mundial. No terceiro, a ser publicado em 2014, a trama se passa durante a Guerra Fria.


Minhas impressões:

'Queda de Gigantes' inicia em junho de 1911... no País de Gales... quando William Williams, o Billy Duplo, completava 13 anos ia para o seu primeiro dia de trabalho na Mina de carvão de Aberowen, Gales do Sul... seu pai David Williams era sindicalista... trabalhava para a Federação dos Mineradores de Gales do Sul, o sindicato mais influente da Grã-Bretanha... era conhecido como Dai do Sindicato... Billy tinha uma irmã mais velha Ethel... que trabalhava em 'Ty Gwyn' (casa branca em galês) pertencente, como a mina à família Fitzherbert... 

Em janeiro de 1914 o Rei e a Rainha Ingleses 'visitaram' Ty Gwyn e se encontraram com o Conde Fitzherbert, conhecido como Fitz... casado com Bea, uma princesa russa, irmão de Maud. Além da família Fitzherbert estavam em Ty Gwyn outros jovens, 

"o Rei manifestara o desejo de saber o que se passava na cabeça dos jovens, de modo que Fitz organizara uma confraternização discreta que Sua /majestade pudesse conhecer alguns deles." pag 39 

Os primos Von Ulrich... Walter e Robert... Walter (diplomata na embaixada alemã em Londres) e Robert (adido militar na embaixada austríaca) além de Gus Dewar, um jovem americano cujo pai, senador, era conselheiro particular do presidente norte-americano Woodrow Wilson.

"Fitz sentia que fizera bem em reunir um grupo tão distinto de jovens, a futura elite governante. Esperava que o reio ficasse satisfeito." pag 53

Ken Follett mescla as histórias de seus personagens com a História real  e triste do período da 1ª Guerra Mundial... e conta como tudo foi se transformando e como a vida destes personagens foi modificada pela Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa, e a luta pela sufrágio feminino.... são cinco famílias inter-relacionadas... uma Americana, Alemã, Russa, Inglesa e Galesa. 


De uma forma maravilhosa Ken Follett vai descrevendo as vidas de cada um dos personagens... em uma viagem épica entre o País de Gales, Londres, São Petesburgo, Washington, Berlim... e tantas cidades e histórias intercaladas com História Mundial... muito bem descrito e que me fez relembrar o prazer que eu tinha nas aulas de História... e não faltou o que eu mais gosto em livros... 
Romance... histórias de amor... como as de Maud Fitzhebert e Walter Von Ulrich, meu casal preferido, que demoram muito para viver de modo efetivo o amor deles por serem de países rivais na guerra, ela inglesa e ele alemão, apesar de serem apaixonados há muitos anos... 


"Walter era igualmente patriota, mas, em sua opinião, a Alemanha precisava se tornar moderna e igualitária. Como o pai, tinha orgulho das conquistas do país na área de ciência e tecnologia, assimo como do povo alemão trabalhador e eficiente. Mas pensava que eles tinha muito a aprender - democracia com os americanos liberais, diplomacia com os ardilosos britânicos e arte de viver bem com os franceses cheios de estilo." pag 139


Acompanhamos as vidas dos irmãos galeses Billy e Ethel Williams que tem suas vidas muito relacionadas às vidas dos irmãos Fitzherbert, pois Ethel foi governanta em Ty Gwyn... e mais tarde se torna amiga e partidária na luta pelo feminismo de Maud... acompanhamos suas trajetórias de luta e eloquência... ambos têm o poder da palavra assim como o pai sindicalista em Aberowen...
 "A classe operária é mais numerosa do que a classe dominante, e mais forte. Eles dependem de nós para tudo. Produzimos a comida que eles comem, construímos as casas que eles moram e fabricamos as casas que eles vestem. Sem nós, eles morrem. Não podem fazer nada a menos que a gente deixe. Nunca se esqueça disso." pag 122

Na Rússia acompanhamos as vidas dos irmãos órfãos Grigori e Lev Peshkov... cujas vidas foi marcada pelo sofrimento... os nobres russos eram tiranos intransigentes... e eles perderam (assistiram a morte) do pai e depois da mãe... por membros da nobreza ou pela polícia a serviço do Czar e seus asseclas... mas tem que se separar em determinado momento do livro, antes da Guerra, o que os faz trilharem caminhos opostos... Grigori se transforma em um bolchevique... próximo de Lênin e Trótski e Lev... em um capitalista...

"No final da rua, chegaram a três grandes marcos da cidade de São Petesburgo, situados lado a lado na margem do rio Neva, então congelado: a estátua equestre de Pedro, o Grande, chamada de O Cavaleiro de Bronze; o prédio do Almirantado, com sua torre alta; e o Palácio de Inverno." pag 113


Acompanhamos a vida de Gus Dewar... um americano que se transforma em assessor do Presidente Wilson, trabalhando pela paz... mas também acaba lutando na guerra... e demorando para encontrar sua 'alma gêmea'...

"Nada fascinava tanto Gus quanto as relações entre países - as amizades e os ódios, as alianças  e as guerras. Quando adolescente, havia assistido a sessões do Comitê de Relações Exteriores do Senado - do qual seu pai era membro - e as achara mais impressionantes do que uma peça de teatro.
...
Gus achava excitante o fato de um líder mundial dizer que não era aceitável um homem se valer de assassinato para alcançar o poder. Será que algum dia tal princípio seria aceito por todas as nações?" pag 150

Ken Follett consegue escrever os horrores da guerra... as dificuldades pelas quais passam todos os envolvidos... tantos os que estavam no fronte de batalha... quanto seus familiares que os ficaram esperando...

Estou ansiosa pelos próximos livros da Trilogia do século... pois iremos acompanhar  as gerações posteriores das mesmas famílias percorrendo outros grandes acontecimentos do resto do século XXmudando-se - e mudando o século em si. O segundo volume será sobre a Segunda Guerra Mundial e o terceiro sobre a Guerra Fria.


Antes das citações... vejam duas entrevistas com Ken Follett falando sobre a Trilogia do Século:








Citações:
As citações serão poucas... principalmente as românticas... pois é a parte que mais amo em todos os livros...

"Maud seguiu direto até Walter e disse:
- Você não mudou nada desde os 18 anos! Está lembrado de mim?
A expressão dele se iluminou.
- Estou, embora você tenha mudado desde os 13 anos.
Eles trocaram um apeto de mãos e então Maud o beijou nas duas bochechas, como se ele fosse da família.
- Naquela idade eu tinha uma paixonite de adolescente por você que era uma verdadeira agonia - disse ela, com uma sinceridade surpreendente.
Walter sorriu.
- Eu também gostava bastante de você.
- Mas sempre se comportava como se eu fosse uma pestinha insuportável!
- Eu tinha de esconder meus sentimentos de Fita, que protegia você como um cão de guarda." pag 51 - Walter e Maud


"Ela aquiesceu, aos prantos.
O filho do seu irmão. Seu sobrinho ou sobrinha. Sua família.
Grigori a abraçou, puxando-a para junto de si. Katerina tremia, soluçante. Enterrou o rosto em seu paletó. Ele acariciou-lhe os cabelos.
- Está bem - falou - Não se preocupe. Você vai ficar bem. Seu filho também. - Ele deu um suspiro. - Vou cuidar de vocês dois." pag 174 Grigori e Katerina


"Ele pareceu surpreso. Não esperava que aquilo fosse aborrecê-la.
- É a minha obrigação! protestou. - Eu preciso de um herdeiro.
- Mas você disse que me amava!
- Eu amo e, de certa forma, sempre amarei.
- Não Teddy! - gritou ela. - Não diga isso assim... por favor!
- Fale baixo!
- Falar baixo? Você está me dispensando! De que me importa agora se as pessoas descobrirem?
- A mim importa, mais que tudo.
Ethel estava consternada." pag 209 - Ethel e 'Teddy'

"- Ela é séria demais para atrair um homem normal - prosseguiu Ethel. - Todos os solteiros cobiçados de Londres já se interessaram por sua beleza e por sua personalidade alegre, mas logo foram afugentados por sua inteligência e por seu obstinado realismo político. Já faz algum tempo que eu percebi que só um homem raro seria capaz de conquistá-la. Ele teria que ser inteligente, mas com a mente aberta; dotado de uma moral de ferro, sem ser ortodoxo; forte, mas não dominador. - Ethel sorriu. - Achei que isso fosse impossível. Então, em janeiro, ele subiu a colina vindo de táxi da estação de trem de Aberowen, entrou em Ty Gwyn e a espera terminou. - Ela ergueu a taça. - Ao noivo!" pag 300 - Ethel sobre Walter... no casamento com Maud

"- É clareo que quero - respondeu ele. Eu amei você desde o primeiro dia em que a vi. Mas você ama Lev.
- Ai, por que você vive pensando em Lev?
- É um hábito que tenho desde que ele era pequeno e vulnerável.
- Bom, ele agora é homem feito, além disso, não liga a mínima para você ou para mim. Ele pegou seu passaporte, sua passagem e seu dinheiro e nos deixou sem nada a não ser este bebê." pag 320 Katerina e Grigori

"Assim que eles se foram, Billy falou:
- Eu gosto muito de você, Mildred.
- Também gosto de você - respondeu ela. Billy então puxou sua cadeira para perto dela e a beijou.
Ela retribuiu o beijo com entusiasmo.
....
Mildred o afastou com delicadeza.
- Não tão depressa - falou. - Faça assim. - Então ela o beijou com a boca fechada, roçando os lábios em suas bochechas, pálpebras e pescoço, e, por fim, em sua boca. Foi estranho, mas ele gostou.
- Faça a mesma coisa comigo - disse ela. Billy seguiu suas intrusões. - Agora assim - falou ela, e ele sentiu a ponta de sua língua nos lábios, tocando-os com a maior delicadeza possível. Novamente a imitou. Ela então lhe mostrou ainda mais uma forma de beijar, mordiscando-lhe o pescoço e lóbulo das orelhas. Ele teve a sensação de que poderia ficar fazendo aquilo para sempre." pag 436 Billy e Mildred

"Da a encarava. Ela não conseguiu interpretar a expressão em seu rosto. Seu pai estava tomando por alguma emoção, mas ela não sabia dizer qual.
Ele deu um passo em sua direção.
Não foi grande coisa, mas foi o suficiente. Com Lloyd no colo, ela correu até Da.
Seu pai abraçou os dois.
- Billy está vivo - disse ele. - E você também.
- Ai, Da - disse ela. - Eu sinto tanto por ter decepcionado o senhor.
- Esqueça isso - falou ele. - Esqueça isso agora. - Então afagou suas costas como quando ela era pequena e caía e ralava os joelhos. - Não foi nada, não foi nada - disse ele. - Já passou." pag 479/80 Ethel e seu pai Dai, do sindicato se reconciliando

"Ela rasgou o envelope para abrí-lo.
Meu grande amor,
É inverno na Alemanha e no meu coração também. Você não pode imaginar quanto eu a amo e como sinto a sua falta.
Seus olhos se encheram de lágrimas.
- Oh! - disse ela.  - Oh, Sr. Dewar, obrigada por me trazer isto!
Ele deu um passo hesitante em sua direção.
- Pronto, pronto - falou, afagando-lhe o braço.
....
Maud se rendeu aos próprios sentimentos e pôs-se a soluçar." pag 532 Maud recebendo das mãos de Gus Dewar a primeira carta de Walter, durante a Guerra.

Pessoal... impossível colocar todas as citações que amei do livro... tem que ler o livro para descobrir as estórias por trás da História.... AMEI... é um dos melhores livros que já li...








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