RESENHA RELAÇÃO PERIGOSA - CANDACE CAMP




Título Original: A Dangerous Man
Tradução: Mauricio Araripe
ISBN: 9788576878773
Edição: 1
Nº de páginas: 320
Formato: 10.7 X 17 cm

Onde comprar: Harlequin Books Brasil


Eleanor sempre foi vista com desconfiança pela sociedade londrina, pois era considerada uma “americana mandona”, devido ao seu comportamento rebelde e independente. Seu destino foi selado com a morte de seu marido. Agora ela estava com a incumbência de administrar o espólio à revelia da sogra, que a considera uma golpista.



RESENHA

A resenha de hoje, só pode ser mais um livro da diva Candace Camp, vocês já perceberam que adoro a autora, e posso garantir quem ler algum livro dela, vai querer ler todos, pois são envolventes, cativantes, sensuais, instigantes, com tramas bem elaboradas, e não fica apenas o romance tem toda uma história muitas vezes de assassinato, ou problemas sociais ou até mesmo traumas emocionais, e ela consegue colocar tudo em um livro com um equilíbrio incrível.



E não foge desse nível é Relação Perigosa, um livro que tem um suposto assassinato, um romance sensual, personagens cativantes, uma trama que você só consegue descobrir nas páginas finais...


A protagonista é lady Eleanor Scarbrough, uma americana rica e independente, e vimos essa personagem no livro Conquista (resenha aqui) ela aparece como amiga da protagonista do livro Conquista, Juliana,  se não leram, corram para adquirir, é uma ótima leitura...
























Voltando para o livro atual, Eleanor se casa com Edmund um jovem músico, filho e uma mãe dominadora, Honoria (aquela sogra “querida” que todo mundo quer ter... embaixo da terra com bastante concreto kkkkk), ou seja, a família é contra o casamento, pelo motivo que diz a sinopse, achando que Eleanor é uma oportunista.

























Edmund é um músico talentoso, porém bastante doente devido ao clima da Inglaterra, (o fato da mãe ser dominadora e nos apresentado nos decorrer do livro), após casar Eleanora resolve mudar para Itália com ele... E depois de alguns anos... (mas não sabemos nada do tempo deles na Itália) a história do livro começa com a morte de Edmund, tudo que expliquei acima é descrito também no decorrer da narrativa.



Inicialmente a morte de Edmund é visto como uma fatalidade, porém quando Eleanor volta para Inglaterra, é que as coisas começam tomar outro rumo...























A mãe de Edmund tem um irmão bem mais novo Anthony, Lorde Neale, a pedido dela, ele irá visitar Eleanor, e nesse momento que descobrimos que eles se conheceram anos atrás no inicio do casamento de Eleanor com Edmundo, já que Anthony foi incumbido novamente pela irmã a visitar Eleanor e impedir o casamento, nesse encontro ambos ficaram abalados um pelo outro, mas isso é revelado através das lembranças de ambos.



Quando Eleanor volta para Inglaterra após a morte de Edmund, ela se recusa atende-lo, porém ele descobre um jeito de conversar com ela, a cena da carruagem é ótima, diálogos cheios de sarcasmo, porém os pensamentos são bem sensuais um pelo outro.


E começa a se desconfiar que Edmund realmente foi assassinato, pois logo na primeiro noite, a casa de Eleanor é invadida, logo após acontece outros fatos contra a vida de Eleanor, no inicio Anthony estava desconfiado que ela havia matado Edmund para ficar com o dinheiro, e Eleanor desconfiava que Anthony esteja assustando-a para ela ir embora e passar a herança de Edmundo para ele.


Além de estarem errados, eles sem saber estavam se metendo numa trama de ardilosos interesses políticos e pessoais de outras pessoas que ele nem desconfiam, é o primeiro livro de Candace, pelo menos que eu li, que ela se refere um fato histórico real, que é o movimento Carbonari (querem saber mais leiam no final da resenha a área Um pouco de História)



A autora não se aprofunda muito, apenas coloca esse movimento como pano de fundo a narrativa de mistério e assassinatos; posso dizer que a autora conseguiu enganar tanto a nós leitores quanto aos personagens... só no final será revelado toda a farsa.



Enquanto tudo acontece, Eleanor e Anthony se aproximam mais, para descobrir o que está acontecendo realmente e também o porquê de Edmund está fazendo parte disso tudo, já que ele sempre foi sensato... Como eles descobrem o que realmente estão procurando, foi uma idéia genial de Candace colocar a resposta no... L.o.L (Leiam o Livro)






















Todo o desenvolvimento do casal é ótimo, pois é doce e ao mesmo tempo sensual, tem uma cena do jogo de cartas que é extremamente sensual sem ser vulgar... E aos poucos descobrimos que Anthony inicialmente parece ser um homem sisudo, e bastante sexy e criativo...



Relação Perigosa tem tudo na medida certa, como Candace Camp faz magnificamente bem, no momento que pegarem para ler não irão largar pois é impossível dormir sem saber todo o desfecho, uma pena que não sabemos depois o que vai acontecer depois de Eleanor e Anthony descerem do balão... Hã ??? Balão???? É... L.o.L e descubram... 




A editora Harlequin lançou esse livro separado de Conquista, apesar dos personagens terem familiaridade, mas não impede de ler mesmo não lendo Conquista, obvio que irão ficar curiosas quando o casal do livro anterior aparecer... E quem leu Conquista será um deleite rever Juliana e Lorde Barre.







Carbonária


A Carbonária era uma sociedade secreta e revolucionária que actuou na Itália, França, Portugal e Espanha nos séculos XIX e XX. Fundada na Itália por volta de 1810, a sua ideologia assentava em valores libertacionais e fazia-se notar por um marcado anticlericalismo. Participou nas revoluções de 1820, 1830-1831 e 1848. Embora não tendo unidade política, já que reunia monarquistas e republicanos, nem linha e acção definida, os carbonários (da italiano carbonaro, "carvoeiro") actuavam em toda a Itália. Reuniam-se secretamente nas cabanas dos carvoeiros, derivando daí seu nome. Foram também os inventores do esparguete à carbonara. Inventaram uma escrita codificada, para uso em correspondência, utilizando um alfabeto carbonário.
Durante o domínio napoleónico, formou-se em Itália uma resistência que contou com membros de uma organização secreta – a Carbonária. A carbonária tinha uma organização interna semelhante à da Maçonaria, com a qual, aliás, tinha algumas afinidades ideológicas (combater a intolerância religiosa, o absolutismo e defender os ideais liberais) e esteve aliada em certos momentos, havendo mesmo elementos que pertenciam às duas organizações. Surgiu em Nápoles, dominada pelo general francês Joaquim Murat, cunhado de Napoleão Bonaparte. Lutava contra os franceses, porque as tropas de Napoleão haviam iniciado uma espoliação da Itália, embora defendessem os mesmos princípios de Bonaparte.
Com a expulsão dos franceses, a Carbonária queria unificar a Itália através de uma revolução espontânea da classe trabalhadora, comandada por universitários e intelectuais, e implantar os ideais liberais.
Os membros da Carbonária, principalmente da pequena e média burguesia, tratavam-se por primos. As associações da Carbonária tinham uma relação hierárquica. Chamavam-se choças (de menor importância), barracas e vendas , sendo estas as mais importantes. As vendas, cada uma contendo vinte membros, desconheciam os grandes chefes. Todas as orientações eram transmitidas por elas. Havia uma venda central, composta por sete membros, que chefiava o trabalho das demais. A Carbonária não tinha nenhuma ligação popular, pois como sociedade secreta, não anunciavam suas actividades. Além disso, a Itália era uma região agrícola e extremamente católica, com camponeses analfabetos e religiosos, que tradicionalmente se identificavam com ideias e chefes conservadores.
Silvio Pellico (1788–1854) e Pietro Maroncelli (1795–1846) foram membros proeminentes da Carbonária. Ambos foram presos pelos austríacos por anos, muitos dos quais na fortaleza Spielberg, em Brno, no sul da Morávia. Depois de solto, Pellico escreveu o livro Le mie prigioni, descrevendo seus dez anos na prisão. Maroncelli perdeu uma perna na prisão e ajudou na tradução e edição do livro de Pellico em Paris (1833). Outros proeminentes membros da sociedade foram Giuseppe Garibaldi e Giuseppe Mazzini, que posteriormente saiu da sociedade e passou a criticá-la.
As revoluções foram sufocadas pela França de Luís Napoleão e pelos Habsburgos austríacos, que procuravam manter seu significante poder na Itália (Veneza e Milão eram parte do Reino Lombardo-Veneziano governado pelo Império Austro-Húngaro e o Reino das Duas Sicílias era governado por um monarca Bourbon, muito influenciado pelo governo francês). O fracasso das revoluções mostrou que a unificação não seria alcançada por idealismo. A unificação italiana foi realizada posteriormente entre 1860-1870 pela diplomacia e guerra sob a égide do Reino da Sardenha-Piemonte.
Em Portugal
Em Portugal, a Carbonária foi estabelecida por volta de 1822. Nas suas primeiras décadas, teve um âmbito restrito e, sobretudo, localizado: surgiram várias associações independentes, sem ligação orgânica entre si e com pouca capacidade de intervenção social. De uma maneira geral, estas associações não duraram muito tempo nem tiveram realce histórico. A Carbonária que teve importância na vida política nacional portuguesa foi fundada em 1896 por Luz de Almeida. Desenvolveu alguma actividade no domínio da educação popular e esteve envolvida em diversas conspirações antimonárquicas. Merece destaque óbvio a sua participação no assassínio do Rei D.Carlos I e do Príncipe Herdeiro Luís Filipe, e na revolução de 5 de Outubro de 1910, em que esteve associada a elementos da Maçonaria e do Partido Republicano.

Observação
Após longo período inativa, a Sociedade Carbonária foi restaurada no ano de 1983, inicialmente no Brasil, disseminando-se então para Paraguai, Portugal e Itália. Ao contrário de que muitos pensam e afirmam, a Carbonária é na verdade uma instituição Maçônica, sendo conhecida também pelo nome de Maçonaria Florestal. No reinício de seus trabalhos, em 1983, adotava em suas assembléias o Rito Escocês Antigo e Aceito, sendo que na Década de 1990, graças aos esforços de pesquisa de Walmir Ferreira Battu, os antigos rituais carbonários que se praticavam na Europa foram redescobertos e a Carbonária passou a praticar novamente o Rito Florestal. Acredita-se que a origem real das Sociedades Maçônicas como instituições - incluíndo a Carbonária - data de 1248 e está registrado na chamada "Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis” ou “Carta de Bolonha”.



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