Divã da Nanda com resenha de Amante Meu @univdoslivros


Olááá peeeessoaas,

Bem vindos ao que eu gosto de chamar de Divã da Nanda. Não sabem o que é o Divã da Nanda? Calma, calma, não criem pânico que eu vou explicar tudo. O Divã da Nanda, é uma espécie de sessão de terapia que eu tenho com alguns personagens os quais tem atitudes que eu não engulo, ou autores que estão me irritando profundamente. Enteeenderaaam? Rsrsrsrs

Pois é, gente, quem acompanha o blog já deve ter entendido duas coisas: número 1, eu sou maluca. Assim, beeeeem maluquinha mesmo. E a número 2 é que eu sou viciada na Irmandade da Adaga Negra. Por isso, nada mais justo que a primeira convidada do meu divã público, seja a autora JR WARD. Vejam bem, eu amo a série IAN. Foi amor a primeira cena com todos esses guerreiros maravilhosos. Contudo, ao longo da série, tenho desenvolvido uma relação de amor/ódio com a autora. E como euzinha não sou a única fã viciada a desenvolver essa relação, decidi convidar 5 blogueiras que também possuem essa relação com a autora, para participar da sessão de Hoje. Nós vamos começar com a resenha de Amante Meu e depois passamos as perguntinhas. Prontoos?


Sinopse - Amante Meu - Irmandade da Adaga Negra, Livro 8 - J. R. Ward ( Sinopse Skoob)

Nas sombras da noite de Caldwell, Nova York, desenvolve-se uma furiosa guerra entre os vampiros e os seus assassinos. Há uma Irmandade secreta, sem igual, formada por seis guerreiros vampiros, defensores de sua raça. Enquanto eles defendem a raça dos redutores, a lealdade de um vampiro especial será posta a prova - e sua perigosa natureza será revelada... John Matthew já percorreu um longo caminho desde que foi encontrado vivendo entre os humanos, mas de natureza vampira desconhecida. Recolhido pela Irmandade, ninguém poderia adivinhar qual é sua verdadeira história ou sua real identidade. A bela Xhex lutou contra a atração que sentia por John, mas o destino provou aos dois que o amor é inevitável. 

Autora: J.R Ward
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 607
ISBN: 978-85-7930-291-6

" A verdade era... estava apaixonado por ela. Totalmente fora de controle, sem chance de voltar atrás, nem morto ele desistiria e todo esse tipo de coisa. E apesar de seus sentimentos não terem sido correspondidos, isso não importava. Estava em paz com o fato de que quem ele desejava, não o queria." Página 26

Amante Meu é o oitavo livro da série Irmandade da Adaga Negra, e tem como protagonista Jonh Matthew. O Jonh não é um irmão oficial. Ele é na verdade, o irmão da Rainha Beth, é muito querido pela irmandade, treina junto com eles, mas não é ( oficialmente) um deles. Ele tem uma peculiaridade, pois não fala. Isso mesmo, ele é mudo. Quem acompanha a trajetória dele desde Amante Eterno já sabe de tudo isso, né?

Então vamos ao que interessaaaaaaaaaaa....

Jonh após passar por sua transformação se tornou um vampirããããão, super mega gato e musculoso * suspirooooos* e ainda é um cavalheiro... * mais suspiros*. Junto com seus dois melhores amigos, Quinn e Blay, Jonh começa o livro numa busca incansável por sua amada, Xhex, que foi seqüestrada por redutores. Os dois tem andado em círculos por alguns livros já, e eu fiquei super feliz de finalmente poder ver o final feliz dos dois. Fiquei super feliz também, pois desde Amante Vingado, parece que a autora começou a encontrar seu caminho de volta aos livros muito maravilindos.

" As pessoas sentem o que sentem, e não é culpa delas se essa conexão é de mão única. Apenas... acontece." Página 29

A Xhex e o Jonh percorreram e ainda vão percorrer um longo caminho para ficarem juntos, pois a Xhex leva uma vida dupla( não vou contar porque) e o Jonh não aceita que apesar de ser mulher, ela é mais macho e guerreiro que muito homem... ops... vampiro por aí. E a irmandade está se tornando mais unida do que nunca, já que o número de guerreiros é pequeno e o inimigo parece que se reproduz por minuto * redutores chaaaatoooooos*

Quinn continua lutando contra seus sentimentos, apesar de que eu senti uma leve mudança nele nesse livro. Acho que ele está começando a querer aceitar algumas coisas. Mas assim, só começando. Tipo 0,5% de caminho percorrido.

O bom desse livro, para mim, além do casal foi a introdução ao começo do livro da Payne. Eu adoro a Payne gente, e vou confessar que amei o livro dela, Amante Libertada, com lançamento agora em Maio pela Universo dos Livros. Bom, chega de falar do livro, vaaamos a parte divertida da resenha, o Divã.

Como eu sou uma pessoa muito legal, decidi que só as meninas vão fazer as perguntas, afinal de contas, eu já bati um papinho particular com a dona Ward.


Nanda*  Ward, primeiramente um super obrigada por ter aceitado participar da brincadeira.


Ward * ah, que isso. Eu...ehhh... gosto de interagir com meus fãs.
Então vamos lá...

Pergunta da Thais do blog Bookadicted:  “Bom, por que raios a Mary e a Jane conseguiram uma segunda chance e a Wellsie não??? Era para uma ter morrido e a outra voltou, então por que não a Wellsie??? Isso sem citar as tantas segundas chances que tem na série inteira!”

Bom, * suspiros* escrever Amante Liberto foi muito difícil para mim, e acredito que já deixei isso bem claro, para todos. A minha intenção ao transformar a Jane em fantasma foi simplesmente a forma que vi para ela e o V ficarem juntos depois de tudo o que aconteceu. Sinto muito se você e outros milhares de fãs tenham encarado isso de outra forma. * mais suspiros*

Não vou ficar tentando justificar aqui a situação da Mary e de muitos outros, pois acho que ainda assim, vocês não entenderiam. O caso da Wellsie foi simplesmente algo que eu tive que fazer, pois tinha que acontecer. Era vital para a história que eu tinha em mente para o Thor. Sofri muito ao escrever aquela cena, apesar de quase ninguém acreditar nisso, eu sofro junto com os irmãos. Simplesmente fiz o que tinha que fazer pela minha história.




Pergunta da Ellis Miranda do Blog Codinome Leitora: "Qual é o seu problema com o Qhuinn?"
Eu não tenho problemas com o Quinn. O Quinn é um personagem que eu escrevi para mostrar ao mundo que os vampiros também negam os próprios sentimentos e tentam se afastar de seus destinos. Eu já disse que cada irmão é uma entidade separada em minha mente e que muitas vezes eles é que dão as ordens. Em nossas conversas juntos ele ainda se mostra muito confuso acerca de seus sentimentos, o que quer para sua vida e como ainda se ressente muito de sua família. E é isso o que mostro para vocês, pois ele apesar de ser uma pessoa difícil de lidar, é também uma pessoa perdida. E por isso ele apronta tanto e magoa a quem mais ama. E devo avisar que ele ainda vai aprontar algumas em Lover Unleashed e Reborn. Quando Quinn aceitar a si mesmo e descobrir o que quer e como lidar com seu destino, vai vir me procurar e quem sabe seu comportamento não muda.

Pergunta da Rosana do Blog Livrólogos: “Dona Ward, pq a Vaca Escriba , criadora de toda uma raça, inclusive de guerreiros destemidos, é tão cruel?”

* Depois de muiiiitooooos suspirooooos e algum tempo pensando na resposta*
A Virgem escriba é uma divindade. E por isso espera que todos a sua volta a respeitem e obedeçam. Ela possui um poder sumpremo e incalculável, e acabou por deixar que esse poder lhe subisse a cabeça. Para ela, seus atos não são cruéis, são apenas algo que ELA precisa fazer, não precisando pensar em outras pessoas. Porém o castigo dela é justamente não ser obedecida, amada ou respeitada pelas duas pessoas que mais ama. É temida por muitos, mas não possui o amor de quem mais necessita. As duas pessoas que nasceram de seu ventre praticamente a odeiam. É muito difícil para a virgem escriba não ter o controle sobre tudo e sobre todos. É justamente por isso que age de forma severa e é uma pessoa ríspida, pois assim, ela garante pelo menos, o temor e com ele, a obediência de quase todos.

Pergunta da Cinthia do blog Fotos e Livros: “Oi Ward, quantos 'cigarros vermelhos' você fuma antes de escrever os livros da IAN?” rsrsrs
* muiiiiiiitooooooooos risos*

Finalmente uma pergunta engraçada e descontraída. Bem, eu não fumo nada na verdade. Eu entendo a sua pergunta e acredito que a resposta seria que eu não preciso fumar ou beber nada pois só os irmãos me deixando louca a cada momento de escrita já se torna algo mais potente que uma garrafa de vodcka russa. Nossa, vocês leitoras não tem a menor idéia do que eles fazem comigo. Butch, V e Rhage então são os piores... aqueles três já me deram muiiitas dores de cabeça, sabiaaaa?

E quanto as decisões difíceis, eu simplesmente as tomo. Sei que não agrado a todos, mas isso é muito difiícil. Eu sei como a minha história deve continuar e por isso preciso tomar algumas decisões, que muitas vezes são drásticas.


Pergunta da Barbara do Blog InDeath:  “Sabemos que você não elabora as ações dos irmãos antes de escrever. Mas e as da virgem? Ela é viva como os irmãos ou são suas opções pra... …estória? É você quem toma as decisões difíceis, como as da Jane?”

Sim, como já disse, no final sou eu mesa que tomo essas decisões. Algumas são muito difíceis de serem tomadas e escritas. Amante Liberto representa esse inferno muito bem. Como eu demorei para escrever esse livro, ou até mesmo para dar jus a uma personagem maravilhosa como a Jane. Cada irmão é muito bem vivo na minha cabeça e são homens muito fortes, exatamente como os descrevo no livro. Cada um tem consciência do que quer e por isso me deixam louca. Vou te contar, Bárbara, é muito difícil mesmo lidar com eles.

A Virgem escriba é tão viva quanto os irmãos e tão cabeça dura quanto eles. Por ser a divindade suprema, a pessoa que criou os irmãos, ela é mais difícil ainda de lidar. Contudo, ela também tem sentimentos, medos, segredos e arrependimentos. A diferença é que ela não os demonstra com facilidade, pois ela não deve nada a ninguém, ela comanda a todos ao seu redor e espera que todas essas pessoas a respeitem e compreendam, o que não é a sua realidade. A Virgem vai passar por momentos terríveis minha cara Bárbara. Prepare-se...



E aí, gostaram? Rsrsrsrsrs
Só para lembrar que o Divã da Nanda é uma brincadeira, feira para descontrair, pois a série é muito polêmica. Nem todos os leitores concordam com a opinião de outros e nem todos são tão viciados quanto outros. Mas não é justamente isso que torna as discussões tão bacanas? As opiniões diferentes, as idéias loucas, o amor ou ódio por um personagem ou pela prórpria autora? Essas coisas fazem parte da experiência literária e com IAN, não poderia ser diferente néééééaaaah? rsrsrsrsrs